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    Rondônia, sábado, 24 de janeiro de 2026.

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OMS suspende avaliação de vacina russa Sputnik V por guerra na Ucrânia

A Organização Mundial da Saúde anunciou nesta quarta-feira, 16, que a decisão sobre o uso emergencial da vacina russa Sputnik V contra a covid-19 vai atrasar em razão da Guerra na Ucrânia.

A diretora-geral adjunta da OMS, Mariangela Simão, disse em entrevista coletiva que funcionários da OMS iriam à Rússia no dia 7 de março para inspecionar as instalações onde a vacina russa, chamada Sputnik V, é fabricada. “Estas inspeções foram adiadas para uma data posterior”, afirmou Simão.

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“A avaliação e as inspeções foram afetadas pela situação”, acrescentou, explicando que a delegação teve problemas para reservar voos e usar cartões de crédito, “e outros problemas operacionais”.

Os países ocidentais fecharam principalmente seu espaço aéreo para aviões russos e impuseram pesadas sanções econômicas contra a Rússia e suas instituições financeiras após a invasão da Ucrânia.

“Esta situação foi discutida com autoridades russas e uma nova data será definida o mais rápido possível”, disse Simão.

A OMS estuda a possibilidade de aprovar o uso emergencial da vacina russa desde o ano passado. A autorização permitiria que a vacina russa fosse usada no programa COVAX da ONU, que distribui vacinas para países pobres, e daria credibilidade ao Sputnik V, que foi recebida com desdém pela comunidade científica.

Um estudo, publicado em 2020 pela Lancet em 2020 e envolvendo mais de 20.000 pessoas, descobriu que a Sputnik V estava livre de efeitos nocivos, tinha 91% de eficácia contra infecções, além de prevenir sintomas graves.

Mas em outubro do ano passado, o regulador farmacêutico da África do Sul rejeitou a vacina russa, citando perguntas que o fabricante russo não conseguiu responder. As autoridades sul-africanas temem que a tecnologia usada no Sputnik V possa ter efeitos nocivos em populações com alta incidência de HIV.

A Agência Europeia de Medicamentos diz que ainda está avaliando a eficácia da Sputnik V, que foi aprovado em mais de 70 países.

Fonte: Exame

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