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    Rondônia, domingo, 25 de janeiro de 2026.

Nacional

Dois homens condenados pelo assassinato de Malcolm X serão absolvidos

Dois homens condenados em 1966 pelo assassinato um ano antes, em Nova York, do ativista Malcom X, um dos maiores expoentes da luta contra o racismo, serão absolvidos, anunciou nesta quarta-feira (17) o gabinete do promotor de Manhattan, Cyrus Vance.

“Esses homens não tiveram direito à justiça que mereciam”, disse ao New York Times o promotor Vance, cujo gabinete confirmou que haverá uma entrevista coletiva na quinta-feira, após a “anulação das condenações injustificadas” de Muhammad A. Aziz e Khalil Islam pela morte de Malcom X.

O julgamento pela morte do líder negro foi marcado por erros e omissões, de acordo com uma investigação conduzida pela Promotoria de Manhattan e pelos advogados de ambos os condenados, citada pelo jornal nova-iorquino.

Após 22 meses, a investigação concluiu que tanto o FBI (polícia federal) quanto a Polícia de Nova York ocultaram provas que, se tornadas públicas, provavelmente teriam levado à absolvição dos dois homens que passaram décadas na prisão por um crime que não cometeram.

Malcom X foi assassinado em 21 de fevereiro de 1965, quando estava prestes a falar em um comício no Audubon Ballroom, em Manhattan, no auge de sua popularidade por sua luta pela igualdade e pelos direitos humanos.

A revisão do caso surgiu após a apresentação de um documentário sobre o assassinato e uma nova biografia do ativista que, no entanto, não identifica os assassinos ou revela se houve uma possível conspiração da polícia ou do governo para silenciá-lo.

Tampouco esclarece por que a polícia e o governo não conseguiram evitar o crime, quando as evidências mostram que havia amplos indícios de que seu assassinato estava sendo preparado.

Depois de anos exigindo justiça, os nomes de Aziz, de 83 anos, que foi libertado em 1985, e Islam, que saiu da prisão em 1987 e morreu em 2009, serão finalmente limpos.

Um terceiro homem, Mujahid Abdul Halim, de 80 anos, confessou o assassinato e foi libertado em 2010. Durante o julgamento de 1966, ele alegou que Aziz e Islam eram inocentes.

Fonte: Exame

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