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    Rondônia, sábado, 24 de janeiro de 2026.

Nacional

“Fóssil vivo” que pertence a espécie de 100 milhões de anos é encontrado

Um peixe crocodilo, membro de uma espécie que tem mais de 100 milhões de anos, foi encontrado por acaso no Kansas, nos Estados Unidos. Com 1,37 metro de comprimento e quase 18 quilos, foi “capturado” pelo pescador Danny Lee Smith, que, em uma primeira impressão, ficou bastante assustado com o tamanho do peixe que havia pescado no rio Neosho. As informações foram publicadas pela CNN.

De acordo com as informações apuradas, ao contrário de outros peixes comumente vistos no Kansas, os peixes jacarés têm um focinho mais largo e se assemelham mesmo a um jacaré americano. Geralmente, os peixes raros como esse podem ser encontrado em regiões específicas de Ohio, Illinois e Missisipi, segundo o Serviço e Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.

Para ter uma ideia, em 26 anos de trabalho, o supervisor regional de pesca Sean Lynott afirmou que está é a segunda ou terceira vez que encontra uma espécie não nativa no local. “Não sabemos de onde vem esse peixe. É muito mais fácil mover peixes se você mover água, então temos essa preocupação também. De onde vem essa água?” Lynott disse à CNN. Para o profissional, a melhor hipótese até o momento é a de que alguém tenha soltado o peixe diretamente no rio local — o que pode ser altamente prejudicial com o equilíbrio da fauna nativa.

Enquanto isso, para Lee, o que ficou de lembrança foi o susto de ter capturado o animal.

“Quando o animal saiu da água da primeira vez … Fiquei chocado, fiquei atordoado. Já vi peixes crocodilo, mas nada como este”. “Este é um negócio único na vida, tenho certeza”, afirmou, à emissora norte-americana.

E o peixe que pode viver até 100 anos?

A história de peixes raros lembra a do celacanto, um animal que cresce em ritmo mais lento que qualquer outro peixe e não atinge a maturidade sexual até cerca de 55 anos. Inicialmente, também era chamado de “fóssil vivo”, definição que foi rejeitada pelos cientistas.

“Por definição, um fóssil está morto e os celacantos evoluíram muito desde o [período] Devoniano”, disse o biólogo e coautor do estudo Marc Herbin, do Museu Nacional de História Natural de Paris.

Os celacantos residem no oceano, em profundidades de até 800 metros. Durante o dia, eles ficam em cavernas vulcânicas sozinhos ou em pequenos grupos. As fêmeas são um pouco maiores do que os machos, atingindo cerca de 2 metros de comprimento e pesando 110 quilos.

Fonte: Exame

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