Esta semana foi marcada pela ocorrência de operações policiais que terminaram com a morte de ao menos 15 pessoas em três estados brasileiros. A maior delas, pelo menos nesta semana, aconteceu em favelas do Rio de Janeiro (RJ), com nove pessoas mortas na terça-feira (27/2). Na Baixada Santista (SP), quatro pessoas morreram, também na terça, em uma operação que já dura quase todo o mês de fevereiro, e que, desde 2/2, já matou 38 pessoas. Na quarta-feira (28/2), mais duas pessoas morreram em outra operação na divisa entre Bahia e Sergipe.
No Rio de Janeiro, as polícias Militar e Civil fizeram uma série de operações em comunidades em diversas regiões da cidade. Os PMs estiveram nos complexos do Alemão, da Penha e da Maré, na zona norte, e na Cidade de Deus, na zona oeste, entre outras localidades. O alvo eram membros do Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do país.
Ao todo, nove pessoas morreram durante confronto com policiais. Este foi o maior número de mortos em operação policial no estado em um único dia em 2024. A ação também deixou dois policiais feridos, e cinco suspeitos foram presos.
Já na Baixada Santista, quatro pessoas foram mortas em um suposto confronto com policiais militares na noite de terça-feira, aumentando para 38 o número de mortos na região durante a Operação Verão, iniciada após a morte do soldado da Rota Samuel Wesley Cosmo, 35, no dia 2 de fevereiro.
Segundo a PM, os agentes faziam operação contra o tráfico de drogas no Jardim Rio Branco, em São Vicente, quando foram surpreendidos por pessoas armadas em área de mata. Houve confronto e cinco suspeitos, de acordo com a polícia, foram atingidos. Quatro deles morreram, um foi socorrido e está internado.
Já na divisa entre Bahia e Sergipe, nas primeiras horas da manhã de quarta-feira, foi deflagrada a ‘Operação Divisa Integrada’ para cumprir quatro mandados de busca e apreensão domiciliar. Os alvos eram pessoas ligadas a crimes contra a vida.
As investigações tiveram início ainda em 2023 na cidade de Poço Verde, quando o grupo criminoso tentou contra a vida de um morador local. A operação é realizada pelas polícias Civil e Militar. Segundo a polícia, dois dos suspeitos reagiram, entraram em confronto com os policiais e morreram.
Varginha
A “explosão” de operações policiais com mortes acontece na mesma semana em que 16 Policiais Rodoviários Federais (PRF) e 16 Policiais Militares de Minas Gerais (PMMG) foram indiciados pela Polícia Federal (PF) pela morte de 26 suspeitos que planejavam um assalto a banco, na modalidade “novo cangaço”. Um documento entregue para apuração do Ministério Público Federal (MPF) pelos investigadores da PF aponta tortura, homicídio e adulterações de provas durante a ação dos policiais.
A operação em questão aconteceu em outubro de 2021, em Varginha, no Sul de Minas. Na manhã de 31 de outubro, os policiais adentraram duas chácaras em que estavam os suspeitos. Conforme a versão oficial da PMMG, na primeira, foram 18 suspeitos mortos; na segunda, outros oito, totalizando 26. A corporação também divulgou que foi recebida com tiros.
Na época, a polícia disse que os criminosos contavam com um arsenal de guerra, com fuzis, metralhadoras, explosivos, coletes à prova de balas, veículos roubados e “miguelitos” (objetos perfurantes feitos com pregos retorcidos usados para furar os pneus das viaturas policiais).
A ação chegou a ser comemorada pelas corporações como uma ação que teria impedido mais uma explosão de caixas eletrônicos mediante uso de armamento pesado. (*Com agências)
Fonte: O tempo









































