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    Rondônia, domingo, 18 de janeiro de 2026.

Nacional

Menino de 11 anos morre após tomar choque elétrico enquanto carregava celular

Em meio à comoção de parentes e amigos, foi enterrado, na tarde dessa segunda-feira (24), Matheus Macedo Campos, de 11 anos. O menino usava um aparelho celular que estava conectado à tomada quando foi atingido por uma descarga elétrica. O caso aconteceu no domingo (23), por volta das 14h30, no município de Santarém, localizado na região oeste do Pará. A criança era o mais velho de quatro irmãos. O enterro aconteceu no cemitério Mararu.

Após receber a descarga elétrica, Matheus teve uma parada cardiorrespiratória, foi levado ao hospital, mas não resistiu. O acidente aconteceu na casa da família do garoto, no bairro Mararu, quando ele brincava com os primos e irmãos no aparelho eletrônico durante carregamento da bateria.

No momento do acidente, chovia forte no município. O temporal, acompanhado de raios e trovoadas, durou mais de 12 horas. Segundo relataram familiares à equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Matheus estava com o telefone conectado à tomada, quando recebeu a descarga elétrica. O carregador estava ligado a um adaptador que mantinha outros aparelhos conectados na rede elétrica.

Na residência, Matheus chegou a ser reanimado por parentes e, no caminho do hospital, quando estava sendo levado em um carro particular, seu coração voltou a bater. O Samu o socorreu no trajeto com destino à unidade de saúde. No entanto, ao chegar ao Hospital Municipal Dr. Alberto Tolentino Sotelo, a criança sofreu uma parada respiratória após novas tentativas de reanimação. O caso foi confirmado pela Secretaria de Municipal de Saúde de Santarém.

Segundo a avó paterna do menino, Maria Raimunda Campos, de 60 anos, Matheus estava na companhia de seus irmãos e primos na hora do acidente, na varanda da casa. Felizmente, ela conta, as outras crianças não foram atingidas com o choque elétrico.

“Nós não sabemos nem dizer como tudo aconteceu exatamente. Foi tudo muito rápido, inexplicável. A ficha ainda não caiu. O Matheus era um menino muito amado por todos, não sei nem como será sem ele”, disse, emocionada.

“Ele era o mais velho dos quatro irmãos, (que) costumavam brincar no celular, de bola; (ele era) um menino saudável, cheio de vida. Sei que estava chovendo no momento e que o carregador estava ligado em um benjamim (adaptador) junto com outras coisas. Deu um curto-circuito e ele foi atingido”, afirmou Maria Raimunda.

“Ele chegou trazido pelo Samu e foi encaminhado direto para a estabilização da unidade. O paciente havia tido uma parada cardiorrespiratória durante o transporte na ambulância. Após as manobras de reanimação, foi revertido o quadro. No entanto, ao chegar ao hospital, a criança apresentou outra parada cardiorrespiratória. A equipe médica fez as manobras de reanimação, mas não teve sucesso. O paciente veio a óbito às 15h20”, informou, em nota, o Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo (HMS).  A equipe que atua no HMS prestou condolências à família.

Cuidados

A distribuidora Equatorial Energia Pará explica que o uso de celulares enquanto as baterias estão carregando na tomada é altamente perigoso e pode trazer uma série de riscos para o usuário, devido a possíveis explosões ou descargas elétricas. Embora seja raro, esse tipo de acidente pode ser fatal.

Conforme a fornecedora de energia elétrica do Pará, o superaquecimento do aparelho é o principal problema ao se manuseá-lo durante o carregamento da bateria, especialmente em celulares com as opções de carga “rápida” ou “turbo”, devido à grande quantidade de energia e volts utilizada na ação.

A empresa ainda alerta sobre o risco de explosão. “Os perigos também estão relacionados à procedência dos equipamentos, tanto dos celulares como dos carregadores de bateria. Telefones móveis pirateados podem ter algumas peças de segurança retiradas para baratear custos. Portanto, o uso representa risco dobrado para o usuário. Os carregadores de celular sem certificação de segurança podem transformar o aparelho em granadas”.

Fonte: O tempo

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