O historiador José Murilo de Carvalho morreu na madrugada deste domingo (13) aos 84 anos.
Carvalho estava internado com Covid-19. O velório será realizado na segunda-feira (14), a partir das 9 horas na Academia Brasileira de Letras e o enterro ocorrerá às 13h no Mausoléu da ABL no Cemitério São João Batista.
José Murilo era mineiro, bacharel em sociologia e política pela UFMG, mestre em ciência política pela Universidade de Stanford, na Califórnia, onde defendeu tese sobre o Império Brasileiro.
Foi professor e pesquisador visitante nas universidades de Oxford, Leiden, Stanford, Irvine, Londres, Notre Dame, no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, e na Fundação Ortega y Gasset em Madrid.
O historiador foi professor emérito da UFRJ e pesquisador emérito do CNPq. Eleito para a ABL em 2004, ocupava a cadeira nº 5. Escreveu 19 livros, entre eles “A Formação das Almas”, “A cidadania no Brasil”, e “Os bestializados”. Fazia parte também da Academia Brasileira de Ciências.
Infância na fazenda e pesquisa durante a ditadura militar
Nascido em Andrelândia (MG), a cerca de 150 quilômetros de Juiz de Fora, Carvalho era de uma família de dez irmãos e cresceu em uma fazenda em que não havia luz nem água encanada. Lá, segundo relatava, tiravam leite de vaca e andavam descalços – só usavam sapatos quando iam à cidade.
Foi alfabetizado pelo pai, que era dentista, e depois estudou em no seminário. Ele estava na graduação, em Belo Horizonte, quando o Brasil sofreu o golpe militar de 1964. Quando já dá aulas nas pós, Carvalho enfrentou os efeitos do Ato Institucional nº 5 (1968), em um cenário de cassação e prisão de professores e alunos – ele contava que até uma namorada sua foi detida no início dos anos 1970.
(Folhapress e Estadão Conteúdo)
Fonte: O tempo









































