Os dois militares que morreram na queda de um helicóptero da Marinha do Brasil durante treinamento em Formosa (GO) na tarde de terça-feira (8) são os sargentos Luís Fernando Tavares Augusto, que servia no Batalhão de Blindados de Fuzileiros Navais, e Renan Guedes Moura, lotado na Base de Fuzileiros Navais da Ilha do Governador (RJ).
Perícia realizada no local do acidente identificou os dois corpos por meio das impressões digitais – eles foram carbonizados, após explosão do helicóptero. Dentro da aeronave estavam 14 militares, dos quais 10 apresentaram lesões sem gravidade e dois devem passar por cirurgia ortopédica.
Segundo a mais recente nota divulgada pela Marinha, na manhã desta quarta, três militares permanecem sob cuidados médicos da Unidade Médica Expedicionária da Marinha, em Brasília, sete estavam no Hospital Regional de Formosa e dois no Hospital das Forças Armadas, na capital federal.
A queda do helicóptero da Marinha que vitimou dois militares na tarde de terça, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal, aconteceu no Forte Santa Bárbara. Pertencente ao Exército, o espaço é usado desde 1988 pelas Forças Armadas para treinamentos diversos. Com 114 mil hectares, é uma das principais bases de treinamento militar no Brasil. Ela fica a cerca de 80km de Brasília.
A Aviação Naval da Marinha participava de um exercício que é realizado anualmente e conta com a participação do Exército e da Aeronáutica brasileiros. Mais de 3,5 mil militares das três Forças Armadas brasileiras participaram do exercício, que incluía manobras com carros de combate, veículos blindados, carros anfíbios, aviões, helicópteros, obuseiros de artilharia e lançadores de foguetes.
O exercício militar começou na sexta-feira (4) e está previsto para terminar na próxima quinta (16). Esta edição também conta com destacamentos e observadores estrangeiros.
A Marinha informou que foi instaurada uma Comissão de Investigação de Acidente Aeronáutico para apurar as circunstâncias do acidente. Um relatório preliminar deverá ser concluído em até 180 dias.
Aeronove pode levar até 28 pessoas e 3,8 toneladas de carga
O acidente aconteceu durante a manobra conhecida como fast rope, em que o helicóptero se aproxima do solo, executa um voo parado e, por meio de cabos, operadores de forças especiais descem até o solo, na execução de uma infiltração, como um ataque.
As vítimas estavam em um helicóptero modelo UH-15, Super Cougar, que comporta até 28 pessoas e pode transportar até 3,8 toneladas. Com autonomia para 3h50 de voo, ele é muito usado em operações militares especiais e em ações de socorro em desastres naturais.
Essa é a 8ª versão do UH-15 Super Cougar incorporada ao acervo da Marinha do Brasil, que recebeu o primeiro aparelho do tipo em 2021. Ela foi entregue na Base Naval do Rio de Janeiro. No mesmo ano, o estado de Minas Gerais recebeu outras duas aeronaves do mesmo modelo.
Os UH-15 Super Cougar já foram usados pela Marinha do Brasil em missões humanitárias, como salvamentos em alagamentos e enchentes e entregas de vacinas durante a pandemia.
Centro de treinamento tem histórico de acidentes
Este não é o primeiro acidente registrado no Forte Santa Bárbara. Em abril, um cabo do Exército Brasileiro morreu após ser atropelado por um carro blindado. Dyuare Segundo Marra, de 21 anos, foi socorrido e levado para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e, após uma parada cardiorrespiratória, morreu na unidade. Ele estava lotado no 16º Grupo de Mísseis e Foguetes (16º GMF).
Em agosto de 2022, oito militares ficaram feridos no mesmo centro de treinamentos. Segundo informou à época o Comando Militar do Planalto, o acidente aconteceu no momento em que técnico e militares faziam procedimentos em uma viatura antiaérea Gepard, durante um exercício de adestramento de Defesa Antiaérea.
Em maio do mesmo ano, um foguete do Exército Brasileiro caiu em uma lavoura, próximo ao município. O projétil foi lançado do campo de instrução, durante um treinamento para soldados e oficiais. À época, o Comando de Artilharia do Exército informou que o exercício foi planejado para ocorrer dentro dos limites do Forte Santa Bárbara, tendo sido adotadas todas as medidas de segurança.
Fonte: O tempo









































