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    Rondônia, quarta, 28 de janeiro de 2026.

Nacional

‘Galeão estava fadado ao insucesso, tinha um contrato muito ruim’, diz Tarcísio

Um dia após o anúncio da devolução da concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão (RJ), o ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura) afirmou que o valor pago em 2013 pelo consórcio liderado então pela Odebrecht era irreal e que não haveria receita suficiente para pagar a outorga.

O Galeão foi ofertado na época pelo valor mínimo de R$ 4,8 bilhões e arrematado pelo consórcio por R$ 19 bilhões. Segundo Tarcísio, isso representa um pagamento de outorga anual de R$ 1,2 bilhão para um ativo que gera R$ 900 milhões de receita operacional bruta e R$ 400 milhões de margem por ano.

“Como é que um equipamento que gera R$ 400 milhões de margem vai pagar R$ 1,2 bilhão de outorga? Isso é jogar dinheiro no incinerador. Obviamente, o Galeão estava fadado ao insucesso, tinha um contrato muito ruim”, afirmou o ministro nesta sexta (11) durante aula magna na FAAP (Centro Universitário Armando Alvares Penteado) para lançamento do curso de pós-graduação em Agronegócios 4.0.

“Isso nasce da crença de que você podia ser irresponsável em uma licitação e que, depois, o governo ia dar um jeitinho. Essa é a crença que vigorou no Brasil por muito tempo.”

 

Concessão do Galeão foi devolvida

A concessionária RIOgaleão anunciou na quinta (10) o pedido ao governo federal de devolução do Galeão, citando impactos da crise econômica e da Covid-19 sobre o setor aéreo. O terminal, localizado na Ilha do Governador, vem enfrentando dificuldades para retomar suas operações. O prazo do contrato iria até 2039.

Atualmente, a RIOgaleão é controlada pela Changi Airports, de Singapura, que tem participação de 51% no negócio. A Infraero tem os 49% restantes.
Após o anúncio da empresa, Tarcísio disse que o terminal será relicitado em 2023, em um bloco com o Santos Dumont, no centro do Rio. A ideia é que os dois aeroportos tenham o mesmo operador. Na prática, a medida adia o leilão do Santos Dumont, que estava previsto para o primeiro semestre de 2022.

A concessionária vai continuar operando o terminal até que um novo operador seja definido em leilão pelo governo federal.

Nesta sexta, Tarcísio falou também sobre as concessões realizadas pelo governo durante sua gestão, destacando que o país deverá chegar ao final do ano com R$ 1 trilhão em projetos contratados.

Nos próximos 15 anos, por exemplo, o modo ferroviários deve dobrar a participação na matriz de transporte, para 40%, com a ajuda da nova legislação de autorização ao setor privado. Com isso, ele espera uma redução do chamado Custo Brasil da ordem de 35%.

Segundo o ministro, essa e outras iniciativas, como as reformas da Previdência e trabalhista, vão garantir a retomada do crescimento nos próximos anos.

“Temos R$ 1 trilhão de investimento contratado em infraestrutura. Vamos ter logística. Uma série de reformas foram feitas. A gente está pavimentando o caminho para um crescimento contundente. Quem está apostando no baixo crescimento perene está apostando errado”, afirmou.

Fonte: O tempo

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