Connect with us

Hi, what are you looking for?

    Rondônia, domingo, 18 de janeiro de 2026.

Nacional

Funcionários do Correios aprovam continuidade da greve por tempo indeterminado

Em assembleias realizadas no fim de semana, funcionários dos Correios de todo o país decidiram continuar em greve. O anúncio foi feito pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Findect), motivada pela decisão do Supremo Tribunal Federal de manter a suspensão do acordo coletivo dos trabalhadores dos Correios.

A greve teve início no último dia 17 de agosto. 

Correios em greve: Saiba o que fazer caso sua encomenda ou conta não chegue

Entenda

Na sexta-feira, 21, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) formaram maioria para manter o acordo trabalhista entre os Correios e seus funcionários válido somente por um ano.

Em sessão virtual, o ministro relator Dias Toffoli votou a favor da liminar concedida aos Correios no ano passado. Sete ministros acompanharam o voto, garantindo a vitória da estatal.

Em 2019, após campanha salarial e greve, os trabalhadores e os Correios fecharam, por meio de acordo no TST (Tribunal Superior do Trabalho), a convenção coletiva da categoria, válida por dois anos.

No entanto, a estatal discordou da decisão e foi ao Supremo, que concedeu liminar, limitando os efeitos da convenção por apenas um ano. Com isso, a validade acabou em julho.

Segundo Douglas Melo, diretor da Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) e do Sintect (sindicato dos funcionários dos Correios em SP), os funcionários seguirão de braços cruzados.
“Infelizmente, o Supremo manteve a liminar do Dias Toffoli que reduziu a vigência de nosso acordo. Porém, vamos manter a greve e orientar pela ampliação dela”, afirma.

O movimento dos trabalhadores é contra a retirada de 70 dos 79 itens do acordo coletivo. Entre os direitos estariam adicional por risco durante a pandemia e licença-maternidade de 180 dias, entre outros.

Em nota, os Correios afirmam que os benefícios dos trabalhadores custariam R$ 1 bilhão à estatal. Além disso, dizem que não há retirada de direitos, mas adequação de termos que “extrapolavam a CLT e outras legislações”.

Segundo o órgão, todos os 99 mil funcionários estão em rotina normal de trabalho, enquanto a federação aponta para paralisação de 70% dos cerca de 70 mil funcionários da área operacional.

 

Fonte: O tempo

Mais notícias