O Brasil terá um banco de dados mais aprofundado com os casos de violência contra as mulheres, capaz de gerar as estatísticas necessárias para monitorar e avaliar as políticas públicas de enfrentamento a este tipo de crime. A medida faz parte do Sistema Nacional de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, batizado de Sistema ELA, instituído nesta segunda-feira (26) pela Portaria nº 2.506, divulgada no Diário Oficial da União (DOU).
A plataforma virtual permite o cadastramento online de todos os atendimentos realizados nas Casas da Mulher Brasileira (CMB), Centros de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM) e Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) no país. O investimento foi de R$ 150 mil.
A adesão dos serviços pelos Estados e municípios pode ser feita via Sistema Integrado Nacional de Direitos Humanos. A diretora do Departamento de Políticas de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Grace Justa, reforça a importância da análise de dados.
“É uma grande entrega para o fortalecimento da rede de atendimento e está disponível gratuitamente para os serviços que desejarem contar com tecnologia. Ademais, está em alinhamento com as metas do Plano Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, que visa a interoperabilidade da rede”, explica. Para o correto funcionamento do sistema, foram realizados testes pelas Casas da Mulher Brasileiras do Maranhão e do Paraná.
Feminicídios
De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 699 mulheres foram vítimas de feminicídio no primeiro semestre de 2022 no país, média de quatro casos por dia. Este número é 3,2% maior que o total registrado no primeiro semestre de 2021, quando 677 mulheres foram mortas em razão do gênero.
Fonte: O tempo









































