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    Rondônia, segunda, 26 de janeiro de 2026.

Nacional

Bolsonaro diz que vetará jogos de azar se Congresso aprovar projeto

Em almoço com jornalistas no Palácio da Alvorada, o presidente da República Jair Bolsonaro (PL) afirmou que é contra os jogos de azar, como cassinos, bingos e jogo do bicho, atualmente clandestinos no Brasil. Porém, o posicionamento do presidente é dúbio.

Em mais de um momento, ele deixa a entender que a tendência no Congresso Nacional é de aprovação do projeto de lei que legaliza os jogos, seguida de uma derrubada do veto presidencial.  

“A minha posição é clara. Pelo que eu vi, pela quantidade de votos e urgência, eles podem derrubar um possível veto. Eu pretendo vetar a questão de jogos no Brasil. Não acho que estamos maduros ainda para tratar, avançar nessa questão aí. Agora, tem muita gente que defende, e aí democracia. Se eu vetar e o parlamento derrubar o veto, vamos cumprir a lei”, disse Bolsonaro. 

O projeto que regulamenta os jogos está tramitando na Câmara dos Deputados desde 1991. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), aliado de Bolsonaro, tem defendido a proposta e pretende analisar o projeto

“Todo mundo sabe que tem cassino, que tem bingo, existe caça-níquel, apostas virtuais, que são debitados no cartão de crédito, debitados e pagos no exterior… jogo do bicho”, declarou Lira, na quinta-feira (16).

“Mas tem que continuar na clandestinidade para continuar sem gerar empregos formais no Brasil? Sem pagar, mais ou menos, R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões de impostos para o povo brasileiro? Este debate se fará aqui”, acrescentou o presidente da Câmara.

Em outro momento do encontro com jornalistas, Bolsonaro também comentou sobre o avanço da regulamentação do lobby como profissão. 

“Isso aí está avançado. Sempre teve lobby, fica melhor regulamentar. Em vez de alguns ficarem na penumbra trabalhando, ‘visitou o presidente, visitou o ministro, que que ele foi fazer, especular’. Agora ele vai ter o crachá dele e fazer o lobby de forma aberta, como existe em muitos países”, afirmou o presidente.

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Fonte: O tempo

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