Os ensinamentos da engenheira civil e professora Beatriz Alvarenga percorrem gerações. Os livros didáticos de sua coleção de física são adotados há décadas por escolas brasileiras e de outros países latino-americanos, e tornaram-se famosos por aliar teoria a propostas e exemplos práticos. Mineira de Santa Maria de Itabira, na região Central de Minas, ela completou 100 anos em janeiro e perdeu uma de suas 12 irmãs, Dulce, de 106 anos, na última semana.
Beatriz teve um quadro de pneumonia agravado e foi levada pela família ao hospital Mater Dei na madrugada deste domingo (19/11), onde faleceu. Ela tinha Alzheimer e, nos últimos dois anos, já não interagia com os parentes e amigos como antes, descreve sua sobrinha, a engenheira mecânica Ângela Alvarenga, de 80 anos, que vivia com a tia.
“O que mais temos recebido são agradecimentos por ela ter feito com que as pessoas entendessem a física. São só elogios”, conta. Beatriz não teve filhos, mas deixa mais de 30 sobrinhos, segundo Ângela, além de incontáveis estudantes para quem lecionou ou que foram educados com seus livros. O velório está marcado para as 15h30 às 17h30 desta segunda-feira (20/11), no Cemitério Parque da Colina (rua Santarém, 50, no bairro Nova Cintra), e será aberto ao público, de acordo com Ângela.
Beatriz foi a primeira professora de física do Colégio Estadual Central de Belo Horizonte e uma das fundadoras do Departamento de Física no Instituto de Ciências Exatas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde lecionou.
Fonte: O tempo









































