Em 2019, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou a criação do Enem Digital, que começaria a ser implementado em 2020 e cresceria até 2026, quando todas as provas passariam a ser realizadas pelos candidatos em computadores. Mas a ideia não teve adesão dos estudantes e foi cancelada pelo órgão em 2023.
Ou seja, neste ano, todos 3,9 milhões de candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vão utilizar o formato tradicional em papel. De acordo com o Inep, o Enem Digital foi cancelado por dois motivos: a baixa adesão entre os estudantes e o custo elevado.
O Enem Digital de 2022 foi realizado por 30 mil pessoas e custou cerca de R$ 25,3 milhões, representando aproximadamente R$ 860 por candidato. Por outro lado, o valor da versão impressa do Enem 2022 foi de R$ 160 por estudante – um custo total de R$ 324 milhões.
Outro gargalo do Enem Digital foi a restrição aos treineiros, estudantes que ainda não terminaram o Ensino Médio.
E como funcionava? Os estudantes que optavam pela prova digital tinham acesso às mesmas questões e deviam fazer a redação em papel, da mesma forma que todos os outros concorrentes. Nos computadores, eles não tinham acesso à internet ou quaisquer outros documentos, além da prova.
Fonte: O tempo









































