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    Rondônia, sábado, 25 de abril de 2026.

Nacional

Governo federal monta força-tarefa para o AM, que tem 520 mil afetados por seca

O governo federal vai montar uma força-tarefa para ajudar o Governo do Amazonas a enfrentar uma das maiores estiagens do estado, que afeta 111 mil pessoas. Dos 62 municípios amazonenses, 15 estão em situação de emergência, sendo que 59 sentem os efeitos da seca. E o cenário só deve piorar, pois não há qualquer previsão de reversão do fenômeno climático. Cerca de 520 mil podem ser impactadas pela estiagem até dezembro.

Os dados foram divulgados pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), após reuniões com autoridades do governo federal, em Brasília, na terça-feira (26). Lima se encontrou com os ministros Waldez Góes (Integração e do Desenvolvimento Regional), Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), Renan Filho (Transporte) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos). 

Ainda de acordo com o governador, o governador federal vai ajudar com serviço emergencial de dragagem em trechos dos rios Solimões e Amazonas, para tentar manter ativa a rota de barcos. 

O serviço visa retirar sedimentos do fundo de um manancial, como terra, areia, rochas e lixo. No caso dos rios amazônicos, esses sedimentos viram barreiras para as embarcações em período de estiagem, quando o nível das águas baixa muito.

A navegação é o principal meio de transporte no estado, tomado por floresta. Nas últimas duas semanas, houve uma redução de 40% na capacidade de transporte fluvial na região

A estiagem já compromete a chegada de insumos e a distribuição de produtos da Zona Franca de Manaus. A situação deve afetar a distribuição de água e alimentos para cerca de 500 mil pessoas até o fim de outubro. Cerca de 20 mil crianças podem ficar sem ter como chegar às escolas. 

O serviço de drenagem no Rio Solimões vai ocorrer nos trechos entre os municípios de Tabatinga e Benjamin Constant (a 1.108km e 1.121km de Manaus, respectivamente). No Rio Amazonas, a intervenção acontecerá na região do Tabocal (entre Manaus e Itacoatiara, a 176km da capital do estado).

Para esses serviços, o governo federal vai liberar mais de R$ 140 milhões, sendo R$ 41 milhões para o trecho entre Tabatinga e Benjamin Constant, e R$ 100 milhões para os serviços entre Tabocal e o rio Amazonas. A informação é de Wilson Lima, que não falou em data para o início dos trabalhos.

Governo do Amazonas espera R$ 100 milhões para medidas emergenciais

O governo estadual também espera receber R$ 100 milhões da União para colocar em prática medidas emergenciais de apoio às famílias afetadas em áreas como saúde e abastecimento de água, bem como na distribuição de cestas básicas, kits de higiene pessoal, renegociação de dívidas e fomento para produtores rurais. 

Os municípios mais afetados são os localizados na Calha do Alto Solimões, onde fica Benjamin Constant e São Paulo de Olivença. Além deles, Atalaia do Norte, Amaturá, Santo Antônio do Içá e Tonantins estão na lista. Em Atalaia do Norte, o rio está tão baixo que a empresa de abastecimento não consegue mais captar água. Mais de 5 mil pessoas estão sem acesso à água potável. 

A seca no Amazonas deriva da influência do fenômeno climático El Niño, que inibe a formação de nuvens de chuva, a estiagem deste ano seja prolongada e mais intensa, se comparada a anos anteriores, segundo a Defesa Civil.

 

Fonte: O tempo

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