A polícia do Rio de Janeiro abriu um inquérito para investigar Silvana Taques, mãe de Larissa Manoela, por intolerância religiosa. A medida aconteceu após a Comissão de Combate a Intolerância Religiosa do Rio registrar uma notícia-crime de discriminação e preconceito de religião contra a pedagoga, que ironizou a religião do noivo da atriz, André Luiz Frambach, que é espírita kardecista. O caso está com a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).
De acordo com a notícia-crime, Silvana teria usado ofensivos para se referir a uma religião de matriz africana em uma mensagem enviada para Larissa na véspera do Natal de 2022. Ela chamou a família de Frambach de “macumbeiros”.
Trechos da conversa entre mãe e filha começaram a ser divulgadas no último domingo (20), no “Fantástico”. Nas mensagens, Larissa deseja feliz Natal para mãe e diz que está com saudade. Silvana responde a filha com um palavrão e diz que apagou a mensagem. Entretanto, o colunista Lucas Pasin, do Uol, revelou a continuação da conversa, escrita por Silvana. “Esqueci de te desejar… que você tenha um ótimo natal aí com todos os guias dessa família macumbeira. kkkkkk”, escreveu a mãe de Larissa Manoela.
De acordo com a Comissão de Combate a Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro, “a configuração desse ato discriminatório apresenta-se como formas contemporâneas do racismo, que objetiva preservar a incolumidade dos direitos da personalidade, como a essencial dignidade da pessoa humana. Deve-se inibir, desse modo, comportamentos abusivos que possam, impulsionados por motivações subalternas, disseminar criminosamente o ódio público contra outras pessoas em razão de sua religião”.
“Dessa forma, mostra-se que a manifestação de Silvana extravasa os limites da livre manifestação de ideias, constituindo-se em insultos, ofensas e estímulo à intolerância e ao ódio contra as religiões de matriz africana, não merecendo proteção constitucional e não podendo ser considerados liberdade de expressão, enquadrando-se no crime de racismo”, diz o documento, assinado pelos advogados Carlos Nicodemos Oliveira Silva e Maria Fernanda Fernandes Cunha.
Até a publicação deste texto Silvana Taques não havia se pronunciado sobre o caso.
Fonte: O tempo









































