Connect with us

Hi, what are you looking for?

    Rondônia, domingo, 26 de abril de 2026.

Nacional

Mulher se torna mãe aos 47 anos, após vencer endometriose profunda e colo curto

Uma mulher , de 47 anos, realizou o sonho de se tornar mãe após realizar uma série de tratamentos contra endometriose profunda, mioma uterino e colo do útero curto. As informações são do portal Metrópoles. 

A publicitária Hosana Galvão foi diagnosticada com endometriose profunda, mioma uterino e colo do útero curto, resultando em três abortos espontâneos, e por 15 anos tentava engravidar. 

Após a última perda, Hosana passou por nova rodada de tratamentos para a endometriose e terapias hormonais complementares para ajudar o corpo a responder e possibilitar uma nova gestação. Devido ao histórico de colo do útero curto, os médicos aconselharam que a publicitária fizesse uma cerclagem uterina.

O procedimento ginecológico é indicado para mulheres com histórico de perdas gestacionais ou partos prematuros, devido a fragilidades do colo do útero. Trata-se de uma sutura no colo do útero na porção vaginal, impedindo que a cavidade uterina abra antes da hora e que a bolsa fetal desça, desencadeando o trabalho de parto prematuro.

“Eu levei um susto, porque esperava fazer a cerclagem mais para frente. Quando você sofre várias perdas, fica apreensiva. Além disso, eu tinha 47 anos, já é uma idade muito avançada, e estava cheia de cicatrizes no útero por causa dos abortos anteriores e problemas na placenta”, lembra Hosana.

O procedimento e o repouso ao longo das semanas seguintes possibilitaram que ela seguisse com a gestação até a 37ª semana e desse à luz a filha Hanna.

A menina nasceu saudável e completou 6 meses neste domingo (20/8). “Ela é a alegria das nossas vidas. É linda, saudável, uma criança feliz. Foi um diagnóstico triste mas, com bons profissionais, conseguimos o sucesso”, afirma Hosana.

Perdas

Em 2008, aos 33 anos, ela foi diagnosticada com endometriose profunda, quando o quadro já era bastante avançado. A condição obstruiu as trompas e causou problemas nos ovários e útero, que acabou ocasionando na perda do primeiro bebê.

“Eu estava grávida quando comecei a sentir muitas dores e acabei perdendo o bebê. Quando investigamos, descobri que estava com endometriose profunda”, recorda.

Ao longo do tratamento, a mulher sofreu  outros dois abortos espontâneos, sendo o último deles, em 2021, devido a uma incompetência istmo-cervica. O diagnóstico foi descoberto durante uma ecografia de rotina na 19ª semana de gestação, o exame mostrou que o colo do útero de Hosana estava aberto, representando um risco alto de aborto. Na época, a psicóloga precisou ser internada e em repouso absoluto para tentar segurar o bebê.

“Eu não podia sentar nem para comer. Dá uma angústia porque todas as necessidades precisam ser feitas deitada. Eu fiquei completamente abalada emocionalmente, com medo de perder o bebê. Foi uma fase ruim, mas eu ainda estava esperançosa”, conta. Hosana ficou internada por uma semana, mas acabou sofrendo o aborto.

 

Fonte: O tempo

Mais notícias