Os passageiros não vão mais contar com voos entre os aeroportos de Confins e Santos Dumont, a partir de janeiro de 2024, confirmou o Ministério dos Portos e Aeroportos. Dessa forma, todas as viagens aéreas entre Belo Horizonte e Rio de Janeiro vão passar pelo Aeroporto do Galeão, na na Ilha do Governador, na Zona Norte da capital fluminense.
De acordo com resolução assinada pelo ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, as operações no Santos Dumont devem ser planejadas observando a distância máxima de 400 quilômetros de seu destino ou origem, em aeroportos de voos domésticos. O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, fica a menos de 400 km de distância, mas não poderá mais ter voos para o Santos Dumont por ser um terminal internacional, segundo o ministério.
Isso explica por que a ponte aérea mais movimentada do país, entre o Santos Dumont e Congonhas (em são Paulo, deve ser mantida. Em são Paulo, os aeroportos internacionais são os de Guarulhos e Viracopos (Campinas).
“A medida vai ao encontro da solicitação da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Governo do Estado e também da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), que administra o terminal. Segundo a Infraero, serão implantadas áreas de escape na pista do aeroporto, visando a segurança operacional dos voos, já que o Santos Dumont é limitado, fisicamente, pela Baía de Guanabara”, explicou o ministério por meio de notas.
“Durante quatro anos, no governo anterior, tentou-se acabar com o processo de esvaziamento do Galeão. Eu também prefiro viajar no Santos Dumont, com aquela vista linda, um charme. Mas uma cidade como o Rio, sem um aeroporto internacional, é uma cidade fadada a se transformar num balneário charmoso. O voo internacional só vai onde tem voo doméstico, porque assim pode se deslocar pelo país. A briga não é contra o Santos Dumont em favor do Galeão, é uma questão de equilibrar o jogo que só fez mal ao Rio de Janeiro”, disse o prefeito Eduardo Paes.
Procurado pela reportagem, o BH Airport, concessionária que administra o Aeroporto de Confins, “informa que avalia os critérios utilizados da medida e os impactos potenciais que essa mudança pode acarretar para as operações e na conectividade do aeroporto”.
Fonte: O tempo









































