A vida da ativista pelos direitos humanos Maha Mamo vai ser contada em um filme dirigido pelo cineasta Bruno Barreto (“O que é isso, companheiro?”). Filha de sírios de religiões diferentes e nascida no Líbano, ela se tornou uma das principais vozes no mundo pelo acolhimento aos apátridas – pessoas sem documentos por causa de restrições políticas dos países onde nasceram. No ano passado, o Brasil a condecorou com a Ordem de Rio Branco, Grau de Cavaleiro, por sua atuação cívica pelo fim da apatridia.
Maha chegou em Belo Horizonte em 2014 como apátrida e recebeu a cidadania brasileira em 2018 – ela e a irmã Souad foram as primeiras apátridas a serem reconhecidas no país de acordo com a Lei da Imigração. Aqui, ela pôde ter passaporte, carteira de habilitação e carteira de trabalho – sendo que no Líbano ela não tinha sequer uma certidão de nascimento, porque o país só oferece nacionalidade a crianças descendentes de homens libaneses. Na Síria, ela também não pôde ser registrada, porque o país não reconhece casamento entre um homem cristão e uma mulher muçulmana.
Se em Belo Horizonte Maha conheceu o acolhimento e o início de um ativismo que a levaria para encontros importantes na Organização das Nações Unidas (ONU) e para o palco da TEDx, aqui ela também viveu um dos momentos mais difíceis de sua vida. Seu irmão, aos 26 anos, foi assassinado em uma tentativa de assalto no bairro Serrano, região da Pampulha, no dia 30 de junho de 2016.
Apesar dessa dor imensa, na capital mineira ela construiu uma carreira de palestrante e realizou o livro “Maha Mamo: A luta de uma apátrida pelo direito de existir”, editado pela Globo Livros em 2020.
Veja a postagem de Maha Mamo sobre o início do projeto:
Fonte: O tempo









































