“Não é só pelos R$ 0,20”: nesta terça-feira (6/06) completam-se 10 anos do primeiro protesto, realizado em São Paulo, que se transformaria no que ficou conhecido como “Jornadas de junho”. Uma primeira manifestação contra o aumento da passagem de ônibus na capital paulista culminou numa multidão nas ruas, com demandas sociais diversas. Houve protestos simultâneos por todo o Brasil.
Em Belo Horizonte, manifestantes tomaram a Praça Sete e marcharam juntos até a Pampulha, onde acontecia no Mineirão a Copa das Confederações, que serviu como teste para a Copa do Mundo de 2014.
Ao longo dos dias, os protestos ganharam corpo, força e escalaram na violência. Houve confrontos diretos entre a população e a polícia, que usou ostensivamente balas de borracha, gás lacrimogênio, spray de pimenta e cavalaria contra os manifestantes.
Grupos Black Bloc, por sua vez, se espalharam pelo país, com uma tática anarquista, de desobediência civil, que previa barricadas e uso de coquetéis molotov contra a PM. Eles também deixaram um rastro de bancos e concessionárias destruídos.
Além das centenas de pessoas feridas nos confrontos, as Jornadas de Junho deixaram mortos. Em BH, o jovem Douglas Henrique de Oliveira, de 21 anos, morreu no dia 27 de junho de 2013, após cair do Viaduto José Alencar durante a manifestação.
Das ‘Jornadas de Junho’, também surgiu em Belo Horizonte grupos de trabalho, como o Tarifa Zero, que busca um transporte de qualidade e a preço justo.
Fonte: O tempo









































