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    Rondônia, domingo, 03 de maio de 2026.

Nacional

‘Corre risco do Ibama parar’, denunciam servidores após bloqueio orçamentário

Os órgãos ambientais do Brasil podem paralisar nos próximos dias, em função do bloqueio orçamentário promovido pelo Ministério da Economia. A previsão é da Associação Nacional dos Servidores de Meio Ambiente (Ascema). Na última semana, o contingenciamento no orçamento do Ministério do Meio Ambiente foi de R$ 76,4 milhões. Ao longo do ano, a retenção soma R$ 85,6 milhões na pasta. 

A associação alerta que o risco maior é para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). “Corre o risco de o Ibama paralisar suas atividades ainda este ano. As áreas afetadas não dizem respeito apenas a operações e transporte de servidores e bens, mas despesas básicas como água, energia elétrica, vigilância e serviços de telefonia, além de terceirizados”, denunciou a Ascema. 

A organização denunciou que além do bloqueio neste ano, os órgãos ambientais passaram por grande diminuição do orçamento desde o início do governo Jair Bolsonaro (PL). “Segundo estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pelo Instituto Socioambiental (ISA), o orçamento dos órgãos ambientais caiu 71%, sendo o menor em 17 anos. Em 2014, o valor foi de R$ 13,1 bilhões e em 2021 o valor ficou em torno de R$ 3,7 bilhões”, diz a nota divulgada pelos servidores. 

Os problemas orçamentários implicam em “rombos da gestão e fiscalização ambiental”, conforme o funcionalismo dos órgãos ambientais. “Além disso, recursos importantes foram direcionados para os militares para operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Amazônia Legal, que por sua vez, não geraram resultados consideráveis e não conseguiram conter o desmatamento. Concomitantemente, vimos operações de fiscalização do IBAMA e ICMBio serem paralisadas por falta de recursos e decisões do Ministério”, criticou a Ascema. 

Um dos problemas que estão sendo observados é a instabilidade do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O problema ocorre desde novembro e pode atrapalhar a transição para o governo eleito, de acordo com os servidores. “Segundo o Instituto, a falha é devido à enorme quantidade de dados a ser restaurada do SEI, mas o que está em risco são as informações da gestão e fiscalização ambiental. O apagão do ICMBio e o bloqueio ao acesso às informações dos últimos anos ocorrem exatamente durante o governo de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e do trabalho que vem sendo realizado pelo grupo de trabalho do meio ambiente”, finaliza o texto. 

Fonte: O tempo

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