A Universidade Estadual Paulista (Unesp) investiga um caso de racismo de estudantes em um trote, na área do campus de Botucatu (SP). OS estudantes teriam pintado a pele com tinta preta, numa atividade realizada em uma república universitária, que seria interpretado como “blackface”.
A festa, promovida pela República Tarja Preta, foi feita na última sexta-feira (25/11). O racismo acontece quando pessoas brancas se pintam com cores escuras como forma de exagerar e esteriotipar características negras.
Uma comissão de apuração foi instituída pelo Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu e recebeu imagens que denunciam a situação. “Essa comissão de apuração, além de averiguar os fatos e dar o direito do contraditório a todos os envolvidos, deve enviar às comunidades universitárias as devidas punições se for o caso. Igualmente, essa comissão vai nos ajudar a definir os elementos legais que permitem proceder com denúncias junto às autoridades policiais no momento oportuno”, informou o IBB em nota divulgada pelo site Metrópoles.
Desculpas
Em nota, a república onde a festa foi realizada, pede desculpas pelo ocorrido e argumenta que a atividade faria parte de uma gincana onde cada time era representado por uma cor entre amarelo, rosa, azul, verde, vermelho, marrom e preto.
“Nesse momento, dada a euforia e o clima de descontração, não percebemos o que a pintura com a cor preta poderia significar e quais os gatilhos que poderiam ser despertados a partir dela”, justificaram.
“Sabemos que pessoas brancas pintadas de preto remete a atos absurdos, fazendo apologia a bl@ckf@ce e zombarias inescrupulosas que trazem dor e consequências negativas no imaginário coletivo. A falta de percepção no momento da gincana decorre do privilégio branco que vivenciamos e a Tarja Preta está comprometida a combatê-lo sempre”, continua o pronunciamento.
Fonte: O tempo









































