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    Rondônia, quarta, 21 de janeiro de 2026.

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Vencedora ucraniana do Nobel da Paz pede armas para a defesa de seu país

À medida que a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz se aproxima, a chefe de uma das organizações contempladas com a honraria pediu nesta segunda-feira (28) que a comunidade internacional forneça armas à Ucrânia para ajudar o país a se defender e acabar com as atrocidades.

“Quando alguém me pergunta como acabar com esses crimes prolongados nos territórios ocupados, só posso responder: fornecer armas à Ucrânia para libertar esses territórios”, disse à AFP em Estocolmo a advogada ucraniana de direitos humanos e presidente do Centro de Liberdades Civis, Oleksandra Matviitchouk.

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“Devemos evitar mais danos à infraestrutura civil. E precisamos de sistemas de defesa antiaérea. Precisamos de outros tipos de equipamentos militares que possam nos ajudar a defender nossos céus”, continuou.

Sua organização, co-laureada este ano com o Prêmio Nobel da Paz, assim como o defensor dos direitos humanos bielorrusso Ales Beliatski e a organização russa Memorial, receberá seu prêmio em uma cerimônia em Oslo em 10 de dezembro, aniversário da morte de Alfred Nobel.

“É uma situação estranha para mim e um sinal claro de que algo está errado com todo o sistema internacional quando uma advogada de direitos humanos pede sistemas de defesa aérea”, acrescentou.

Segundo esta advogada ucraniana, as leis internacionais, sua arma habitual para defender os direitos humanos, não têm nenhum efeito significativo na Rússia.

“Agora, não tenho mais nenhum instrumento legal que possa impedir as atrocidades russas, pois a Rússia ignora publicamente as leis internacionais e todas as decisões de organizações internacionais”, declarou.

Para essa defensora dos direitos humanos, a Ucrânia também precisa de ajuda humanitária urgente para “suportar um inverno muito rigoroso”.

“Sofrimento humano”

Para a advogada, sua organização, fundada em 2007, segue com o “ambicioso objetivo de documentar cada crime de guerra” cometido na Ucrânia.

“Temos atualmente uma base de dados que inclui cerca de 24 mil atos de crimes de guerra”, apontou.

A advogada lamentou o que descreveu como um “déficit de responsabilidade”, com um sistema jurídico nacional sobrecarregado e um tribunal penal internacional que apenas investiga “casos particulares”.

Quando as atrocidades se tornaram esmagadoras, “a guerra transformou as pessoas em simples números”, acrescentou.

“Devemos dar nomes a elas e só a justiça pode fazer isso”, concluiu Matviitchouk.

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Fonte: Exame

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