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    Rondônia, domingo, 25 de janeiro de 2026.

Nacional

Saiba sobre ativos digitais supervalorizados e saia da sua bolha

Por Hugo Tadeu*

O atual momento econômico demanda uma análise cautelosa. Os dados de fontes públicas oficiais trazem uma perspectiva desafiadora para os próximos anos. Além da tradicional medida de crescimento, o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas para as contas públicas, inflação e impacto geral na renda per capita são desafiadores no contexto brasileiro. Alguns economistas renomados sugerem que estaríamos vivendo uma tempestade perfeita, com ajustes necessários na condução da política econômica.

Por outro lado, o ambiente para investimentos em projetos inovadores e digitais nunca esteve tão aquecido. Sobra dinheiro no mercado para boas iniciativas. Com tanta liquidez disponível, tem-se observado a realização de investimentos em inúmeras startups pelo País, considerando a necessidade para tangibilizar projetos com potencial exponencial e até mesmo para resolver problemas com grandes empresas.

No entanto, sente-se o cheiro de perigo no ar. Parafraseando o Professor José Scheinkman, em seu livro “Speculation, trading and bubbles”, existem alguns momentos na história econômica em que os preços dos ativos aumentam de tal forma, com valor acima da média e gerando resultados desastrosos. Seguindo a lógica deste livro, tem-se uma combinação entre desempenho econômico fraco e investimentos em inovação com expectativas elevadas. Isto é, o mundo da inovação estaria vivendo além das expectativas da economia real?

Tentar avaliar o comportamento econômico ou até mesmo buscar precificar os ativos da inovação pode ser um grande desafio, quiçá via mecanismos de avaliação financeira dos mais sofisticados ou avaliando os fundamentos de negócios. Todavia, a história recente traz pistas importantes quanto ao aumento no volume de novos negócios, investidores assumindo riscos antes exagerados, expectativas transformacionais aguçadas e crenças transformadoras, resultando nas ditas possíveis bolhas.

Se voltássemos alguns poucos anos atrás, o advento da própria bolha da Nasdaq já trazia fortes evidências de riscos, mas deixadas de lado por muitos especialistas de negócio, sendo a era das grandes revoluções dos buscadores da internet, mas jamais deveríamos esquecer dos velhos e bons fundamentos de negócios. Ou seja, nada melhor do que a boa e velha prudência, em tempos atuais, e reduzir possíveis riscos para o nosso futuro próximo. Talvez, o grande pensamento exponencial seja reduzir riscos e evitar um efeito cascata na economia real. Vale a reflexão.

*Hugo Tadeu é professor e pesquisador da Fundação Dom Cabral.

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Fonte: Exame

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