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    Rondônia, quinta, 22 de janeiro de 2026.

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Próximo presidente vai limpar nome dos endividados? Veja promessas dos candidatos

Diante do aumento no número de pessoas com dificuldade para pagar as contas em dia, políticos aproveitam a campanha eleitoral para sugerir soluções para o problema. Dos 12 candidatos à Presidência da República, quatro têm alguma proposta para ajudar os 67,6 milhões de brasileiros com contas atrasadas no Brasil — dado divulgado pelo Serasa Experian em 25 de agosto. 

As ideias vão de renegociação dos valores a perdão total das dívidas. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou os últimos minutos da entrevista ao Jornal Nacional, na noite de quinta-feira, 25, para mandar um recado aos brasileiros: se ele for eleito para um novo mandato, acionará bancos públicos e privados para renegociar dívidas das famílias.

Lula apontou que quase 70% das famílias brasileiras estão endividadas, percentual que é ainda maior, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e bateu novo recorde em julho, chegando a 78%. 

“A grande maioria delas [pessoas endividadas] é mulher, 22% endividadas porque não podem pagar a conta de água, a conta de luz, a conta do gás. Nós vamos negociar essa dívida. Pode ficar certo que nós vamos negociar com o setor privado e com o sistema financeiro”, prometeu Lula.

O compromisso está no plano de governo do ex-presidente. “Vamos promover a renegociação das dívidas das famílias e das pequenas e médias empresas por meio dos bancos públicos e incentivos aos bancos privados para oferecer condições adequadas de negociação com os devedores”, diz o documento apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sem detalhar como isso será feito.

Desde 2018, Ciro Gomes (PDT) garante que tomará a mesma medida, caso seja eleito. Essa é uma das principais bandeiras do candidato. “O Lula copiar nossa proposta de limpar o nome dos brasileiros do SPC/Serasa é bom. Mas, se você espremer a entrevista dele ao JN, a única proposta que saiu de lá foi essa”, comentou o pedetista, no Twitter, nesta sexta-feira, 26.

No plano de governo, Ciro diz que, se for eleito presidente, criará um programa para negociar o “elevado endividamento privado de famílias e empresas” com taxas de juros menores e prazos mais longos de pagamento, incluindo as dívidas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

A medida será iniciada pelos bancos públicos, mas bancos privados poderão aderir. Além disso, Ciro promete investir em programas de educação financeira para a população, com o objetivo de diminuir o nível de endividamento das famílias. 

Pablo Marçal (Pros) também incluiu a renegociação de dívidas no plano de governo. Se eleito, ele pretende criar um programa chamado “Renegocia Brasil”, que ajudará pessoas e empresas com nomes negativados no SPC e no Serasa. “Isso possibilitará aos negativados a alegria da sua recondução ao crédito e ocasionará o crescimento econômico do país”, diz Marçal, no documento.

A candidata Vera Lúcia (PSTU) vai além e propõe o “cancelamento das dívidas bancárias dos trabalhadores e pequenos comerciantes”. A socialista afirma, no plano de governo, que “as dívidas que se amontoam dos cartões de crédito são um tormento na vida do trabalhador” e que os débitos bancários “arruínam os pequenos comerciantes”. 

Os outros oito candidatos não incluíram nenhum tipo de programa para diminuir o endividamento da população nos planos de governo. O assunto, entretanto, deve ser levantado em debates e entrevistas ao longo da campanha eleitoral, já que é uma das grandes preocupações dos brasileiros.

Levantamento do instituto de pesquisa Ipsos divulgado em julho mostra que 61% dos brasileiros temem não conseguir pagar as contas nos próximos seis meses. O Brasil está na sétima posição entre os países mais preocupados com as despesas futuras, entre os 28 analisados. Além disso, 49% dos brasileiros enfrentam dificuldades para administrar as despesas pessoais.

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Fonte: Exame

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