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    Rondônia, quinta, 22 de janeiro de 2026.

Geral

Mulheres protestam em três estados pela retirada de contraceptivo irreversível da Bayer

Dezenas de mulheres protestaram nesta quarta-feira (5) em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo cobrando assistência médica e a cirurgia para retirada de um contraceptivo irreversível, o Essure. O dispositivo é da farmacêutica Bayer e foi tirado de circulação no Brasil em 2017, pela Anvisa.

 

Mas, antes disso, milhares de mulheres passaram por cirurgia para implantar o contraceptivo. O cálculo é da Associação “Vítimas do Essure” que acompanha o caso dessas mulheres e estima que pelo menos 6.000 pacientes tenham passado pelo procedimento no Brasil.

 

Uma delas foi a promotora de eventos Mônica Estelita, de São Paulo, que tem 42 anos. A cirurgia foi em 2015, no Hospital das Clínicas. Ela já tinha quatro filhos e nenhuma pretensão de voltar a engravidar, mas afirma que pagou caro pela decisão da esterilidade permanente.

 

Sonora: “Primeiro foi hemorragia… o tempo foi passando e eu sentia muitas dores pelo corpo… dor de cabeça, dor na nuca, na pelve”.

 

No Rio de Janeiro, a estimativa é que 3.000 mulheres tenham se submetido ao implante do Essure. Boa parte dos procedimentos teria ocorrido no Hospital Mariska Ribeiro, em Bangu.

 

A carioca Rosa Carolina Germano lidera um grupo das chamadas “vítimas do Essure”. Ela conta que, hoje, depois de muitos efeitos colaterais, as demandas começam a ser atendidas.

 

Sonora: “Hoje já temos 200 vítimas que fizeram a retirada…. tá levando em torno de um mês e meio… quando não tinha essa mobilização a paciente levava até dois anos para conseguir”.

 

Rosa, que conseguiu uma cirurgia de histerectomia no ano passado, agora briga para que outras mulheres tenham acesso ao mesmo atendimento.

 

Sonora: “A nossa luta é que essas mulheres…. quando se tira só as trompas… causando outros danos.”

 

O Essure é um conjunto de duas molas, de aço inoxidável, que medem cerca de 4 centímetros. Elas são introduzidas nas trompas e impedem a passagem do espermatozoide e, consequentemente, a fecundação do óvulo.

 

O Hospital das Clínicas de São Paulo não respondeu ao nosso contato, mas, de acordo com as manifestantes, médicos da instituição se comprometeram a criar um grupo para atender às pacientes do Essure.

 

O Hospital Mariska Ribeiro no Rio, o Ministério da Saúde e a empresa Bayer, ainda não responderam à nossa reportagem.

Fonte: Ag. Brasil

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