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    Rondônia, quinta, 23 de abril de 2026.

Nacional

MP denuncia segurança da Zara por racismo contra jogador de futebol

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou um segurança da Zara pelo crime de racismo, praticado contra o jogador de futebol Guilherme Quintino, em junho. O homem é investigado por ter impedido o atleta de sair da loja, localizada na Barra da Tijuca, na capital fluminense, além de tê-lo obrigado a mostrar onde havia deixado as roupas que estava carregando anteriormente.

Pelo crime de racismo cometido dentro da loja, o MPRJ requereu à Justiça a suspensão do funcionamento da unidade da Zara pelo prazo de três meses.

No dia 18 de junho, o caso foi exposto por Quintino (que é jogador do Brusque) e sua namorada nas redes sociais, gerando um grande engajamento entre os internautas. Nas imagens, a moça que estava com o jogador entra na loja e pede aos funcionários uma explicação sobre o que haviam passado com o segurança (veja abaixo).

De acordo com o MPRJ, a ação discriminatória foi motivada unicamente pela infundada suspeita decorrente da cor da pele do consumidor. Para os promotores, a vítima viveu um grande constrangimento, que teve de voltar ao interior da loja e dar conta das peças que não foram compradas – afinal, é direito de qualquer consumidor desistir de uma compra. 

“Ao se voltar contra pessoa de raça negra, sem qualquer justificativa plausível, dando-lhe tratamento constrangedor e humilhante, e que certamente não se dispensaria a outras pessoas, o denunciado impôs ao consumidor negro restrições de locomoção e exigências desarrazoadas, com potencial de causar-lhe odiosa inferiorização e perversa estigmatização”, afirma o promotor de Justiça Alexandre Themístocles na denúncia. 

A Zara afirma que está colaborando com as autoridades desde o início das investigações do caso. Diz ainda que “a companhia não tolera nenhuma forma de discriminação e reforça que trabalha permanentemente em ações educativas vinculadas ao estrito cumprimento de seu Código de Ética e Conduta e sua Política de Diversidade e Inclusão, que também são aplicáveis aos profissionais terceirizados com os quais trabalha”.

Relembre a postagem feita pelo jogador de futebol em junho:

Fonte: O tempo

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