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    Rondônia, quarta, 25 de março de 2026.

Geral

Misoginia na internet precisa ser combatida, diz defensora pública

Em tempos cada vez mais conectados à internet, a manifestação do livre pensamento tem sido usada por alguns perfis e páginas de redes sociais para propagar ódio contra determinados grupos na internet.

É o caso de postagens que trazem como assunto a desqualificação das mulheres. E o combate à misoginia virtual ganhou força neste mês da mulher.

A Coordenadora do Grupo de Trabalho Mulheres da Defensoria Pública da União, Daniella Brauner, ressalta que a rede social não é um lugar sem lei. Ela cita o Marco Civil da Internet, que desde 2014 regulamenta os direitos e deveres para o uso da internet no país.

Mas a denúncia e a tentativa de derrubar sites que violem os direitos das mulheres na internet nem sempre são bem sucedidas.

Foi o que aconteceu com o advogado Eduardo Moreth, morador de Brasília, que defende voluntariamente mulheres vítimas de violência. Ele conta que entrou com uma ação na justiça contra uma página, mas teve o pedido questionado por ser homem.  

A defensora pública federal Daniela Brauner explica que qualquer pessoa é legitimada para levar ao conhecimento das autoridades a ocorrência de um crime em ambiente virtual e explica quais instâncias legais podem ser acionadas nesses casos.

O direito à liberdade de expressão não se confunde com a permissão para divulgar conteúdos ofensivos contra a mulher, explica Daniela Brauner.  

Desde 2018, a Polícia Federal atua na investigação de crimes virtuais contra as mulheres com o apoio dos órgãos de segurança pública locais. Para levar ações desse tipo à esfera criminal, usuárias podem ainda registrar um boletim de ocorrência.

*Com produção de Ariane Póvoa

Direitos Humanos Brasília 12/03/2022 – 12:46 Raquel Mariano / GT Passos Daniella Longuinho* – Repórter da Rádio Nacional misogina Virtual mulheres Processo sábado, 12 Março, 2022 – 12:46 3:42

Fonte: Ag. Brasil

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