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    Rondônia, sábado, 17 de janeiro de 2026.

Nacional

Azimut avalia que juro alto do Fed dificulta Selic abaixo de 10%

O Brasil vai ter dificuldade para reduzir os juros para um dígito diante da sinalização do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e outros bancos centrais de que suas taxas ficarão altas por mais tempo, diz Gino Olivares, economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management.

Os juros reais estão em alta no exterior e isso contraria a aposta do investidor em um final do aperto monetário, diz o economista da Azimut, gestora que pertence ao grupo italiano de mesmo nome e tem R$ 11 bilhões em ativos sob gestão no Brasil. “Os fundos multimercado estavam apostando no fechamento da curva lá fora.”

O cenário básico da Azimut é de que a Selic continue com cortes de 0,50 ponto percentual a cada reunião e atinja 9,5% em meados de 2024. No entanto, a probabilidade de a taxa continuar no patamar de 10% cresceu com a postura mais agressiva do Fed, que reduz o diferencial entre as taxas brasileira e americana. “Esse risco aumentou”, afirma.

Sinalização do Copom

Para Olivares, a cautela demonstrada pelo Banco Central na ata do Copom divulgada nesta terça-feira reforça o cenário de não aceleração do ritmo de cortes. Segundo o economista, o documento reforçou que o BC “acompanha com preocupação os desenvolvimentos do cenário externo e, no cenário doméstico, identifica uma atividade econômica mais resiliente”.

Apesar da alta recente dos rendimentos dos títulos americanos, ele mantém a projeção de um dólar a R$ 5,00 no final do ano, patamar próximo do atual nível do câmbio, contando para isso com a continuidade da postura de cautela pelo BC brasileiro sem a qual poderia ocorrer uma maior depreciação do real e consequente piora das expectativas inflacionárias.

No comunicado do Copom na semana passada, o BC mencionou a elevação das taxas de juro de longo prazo dos EUA e a perspectiva de menor crescimento na China. Ambos os fatores exigem “maior atenção por parte de países emergentes”, segundo o BC.

Emergentes como o Brasil e o Chile fizeram um “bom trabalho” no combate à inflação, mas não ficarão alheios a uma eventual piora de cenário externo, segundo Olivares. “Eles continuam sendo países emergentes e não podem fazer política independente do que ocorre lá fora”, disse.

Fonte: Exame

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