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    Rondônia, quarta, 22 de abril de 2026.

Nacional

Advogada é assassinada a tiros em meio a onda de violência na Bahia

Salvador, Bahia. Uma advogada foi morta a tiros na região metropolitana de Salvador, na Bahia. O caso aconteceu na noite de sexta-feira (22) em Vila de Abrantes, no município de Camaçari.

Segundo a Polícia Civil, Cristiana de Queiroz Andrade, 45, estava na rua quando dois homens em uma moto se aproximaram dela e atiraram. O crime ocorreu num local conhecido como estrada da Malícia.

A Polícia Militar informou que foi acionada após os disparos, mas quando chegou ao local, Andrade já estava morta. A área foi isolada e passou por perícia.

O caso está sendo investigado pela delegacia da região. Os agentes tentam identificar os dois suspeitos e investigam a motivação do crime.
Em nota, a subseção Lauro de Freitas, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da Bahia, lamentou a morte da advogada. O sepultamento será nesta segunda-feira (25), no Cemitério Municipal de Brotas.

 

“A OAB Subseção Lauro de Freitas informa e lamenta o falecimento da colega advogada, inscrita nesta Subseção, Dra. Cristiana de Queiroz Andrade, se solidarizando com toda sua família neste momento de consternação e dor, expressando nossos sentimentos e as mais sinceras condolências pela perda”, disse a nota.

Avanço de facções na Bahia

Mortes violentas se tornaram rotina na região metropolitana de Salvador e no Recôncavo Baiano. Em meio a escassez de políticas sociais e de alternativas de trabalho e renda, a região enfrenta um avanço de facções criminosas, com disputas por territórios em áreas urbanas e rurais e episódios de letalidade policial.

O cenário é um desafio para o governo Jerônimo Rodrigues (PT). Dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia apontam que a taxa de mortes violentas na região, que engloba 19 cidades, ultrapassou a média do estado em 2022 e chegou a 40,4 mortes por 100 mil habitantes.

Entre as mortes violentas registradas neste ano está a da líder quilombola Bernadete Pacífico, assinada a tiros em um crime que causou comoção nacional. Ela foi morta na casa ao lado do terreiro de candomblé que comandava em Simões Filho, na região metropolitana de Salvador.

Encruzilhada para o governo

A violência também tem sido frequente no sul do Estado. Na quinta-feira (21), o líder indígena pataxó Lucas Santos de Oliveira, o Lucas Kariri-Sapuyá, 31, foi assassinado com tiros em Itaju do Colônia, município do sul da Bahia a 406 km de Salvador.

A sequência dos fatos expôs a encruzilhada que enfrenta o governador no debate sobre segurança pública, principal gargalo dos 16 anos de gestões do PT na Bahia.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam a Bahia como o estado com maior número absoluto de mortes violentas do Brasil desde 2019. Em 2022, o estado conseguiu reduzir em 5,9% o número de ocorrências, fechando o ano com 6.659 assassinatos. (Folhapress)

Fonte: O tempo

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