O Brasil registrou mais de 5 mil casos de violações de direitos contra lésbicas, entre os meses de janeiro a agosto deste ano.

Os números são do Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, e mostram ainda a predominância das violações em ambiente familiar e comunitário.
De acordo com o balanço divulgado nesta terça-feira, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, as violações de direitos foram registradas por meio de 867 denúncias ao Disque 100.
O total corresponde a aproximadamente 25% dos delitos cometidos contra a população LGBTQIA+ no período.
Para a advogada Roberta Goronsio, mulher lésbica, militante de coletivos LGBT+, como o Resisto, do Espírito Santo, o levantamento não reflete a realidade nacional, já que muitas mulheres não fazem denúncias das violações sofridas. Goronsio avalia por que a violência ocorre principalmente em ambiente familiar.
De acordo com o Disque 100, a faixa etária predominante das vítimas é entre 25 e 29 anos. Já a prevalência do perfil dos agressores é de pessoas de cor branca, na faixa etária de 35 a 39, anos para mulheres, e de 40 a 44 anos para os homens. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os que registraram maior número de denúncias, respectivamente.
O Ministério dos Direitos Humanos ressalta que não é possível traçar um comparativo com 2022, porque nesse período o formulário do Disque 100 oferecia apenas opção homossexual, sem distinção de tipologia.
Nesta terça-feira, duas agendas marcaram o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica: pela manhã, sessão solene na Câmara dos Deputados e, à tarde, encontro promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.
No segundo evento, a deputada federal Daiane Santos, do PCdoB do Rio Grande do Sul, destacou a importância do respeito à diversidade e falou sobre os direitos pelos quais lutam as mulheres lésbicas brasileiras.
Já a secretária para enfrentamento à violência contra as mulheres, Denise Mota Dal, falou do contexto de agressões e violações no qual muitas brasileiras estão inseridas.
Vale lembrar que o Disque 100 funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. As denúncias também podem ser feitas pelo WhatsApp 61 99611-0100, pelo site da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos e pelo Telegram, além de videochamada em Libras, a Língua Brasileira de Sinais.
Direitos Humanos Os dados são referentes ao período de janeiro a agosto deste ano Brasília 29/08/2023 – 20:53 Roberto Piza / Beatriz Albuquerque Daniella Longuinho – repórter da Rádio Nacional violência contra lésbicas terça-feira, 29 Agosto, 2023 – 20:53 292:00
Fonte: Ag. Brasil










































