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    Rondônia, segunda, 19 de janeiro de 2026.

Nacional

Com ‘pesca no mar fechado’, Nubank quase dobra receita e lucra US$ 142 mi no 1º tri

O Nubank (NUBR33) teve um lucro líquido de US$ 141,8 milhões no primeiro trimestre deste ano – seu terceiro resultado consecutivo no azul. O resultado reverteu um prejuízo de US$ 45,1 milhões registrado no mesmo período do ano anterior, e ficou 144% acima dos  US$ 58 milhões apurados no trimestre passado

Já o lucro líquido ajustado, que exclui a remuneração via opções de ações, foi de US$ 182,4 milhões no primeiro trimestre, contra um lucro de US$ 10,1 milhões no mesmo período de 2022.

Os fatores que resultaram nesse número começam com a disparada da receita, que quase dobrou na comparação anual. O indicador chegou a US$ 1,6 bilhão, alta de 87% em base neutra de câmbio – mesmo em um ambiente mais desafiador com juros altos.

Isso foi possível porque a abordagem do Nubank para impulsionar a receita é oposta à dos bancões. Enquanto os grandes bancos estão mais conservadores na concessão de crédito, o Nubank acelerou a originação de crédito pessoal, como já vinha fazendo desde o trimestre passado. Os empréstimos cresceram 54%, para US$ 12,8 bilhões.

A estratégia é apostar no “mar fechado”, onde os novos clientes são “pescados” dentro da própria base do banco. Base essa que ganhou 4,5 milhões de clientes no primeiro trimestre de 2023, atingindo um total global de 79,1 milhões de clientes – alta anual de 33%. A marca de 80 milhões de clientes foi alcançada no segundo trimestre.

“Temos quase 50% da população brasileira adulta como cliente, mas apenas 3% do mercado de empréstimo pessoal. Então conseguimos procurar o melhor tipo de cliente e crescer dentro desse banco [de clientes próprio]. Nos possibilita crescer em um ambiente de maior risco”, afirmou o CEO do Nubank, David Vélez, em entrevista à EXAME Invest.

A inadimplência acompanhou a tomada de risco e registrou alta em linha com as expectativas do Nubank. A inadimplência de 15 a 90 dias, usada como referência pela fintech, subiu de 3,7% para 4,4%. Já a inadimplência superior a 90 dias, a mais observada pela indústria, subiu de 5,2% para 5,5% na comparação trimestral.

Além da originação, o Nubank cresceu nos depósitos, que subiram 34% para US$ 15,8 bilhões. E ainda na vertente do crédito, outra força motriz é o cartão, primeiro produto criado pela fintech, que completou 10 anos na semana passada. “A carteira de cartão de crédito segue crescendo em um ritmo de cerca de 60% ao ano, e ganhamos marketshare de 0,5% no primeiro trimestre”, disse Guilherme Lago, CFO do Nubank.

Um importante indicador observado pelo mercado, a ARPAC (receita média mensal por cliente ativo), atingiu US$ 8,6, crescendo 30% na base anual. Segundo o banco, o resultado é fruto do aumento do número de clientes ativos e que tem no Nubank seu relacionamento bancário principal. O Nubank tornou-se o relacionamento bancário principal  para mais de 57% dos clientes ativos mensais que estão com a empresa há mais de um ano.

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Fonte: Exame

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